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O mês de Janeiro de 2017 registou um volume mensal de chuva bem superior à média histórica em grande parte da região de monitoramento da Fundação ABC, com exceção para poucas áreas onde as chuvas oscilaram entre a faixa do normal e abaixo da normalidade para essa época do ano. Apesar da confirmação de um La Niña fraco, ele não foi capaz de influenciar o comportamento das chuvas sobre a região do Grupo ABC, desta forma, as condições atmosféricas que predominaram em janeiro foram regidas, principalmente pela atuação de diferentes sistemas de baixa pressão (sistemas de chuva) que se formaram no interior do continente, influenciados pelo intenso transporte de calor e umidade vindo do norte do país em níveis baixos e médios da atmosfera, além de perturbações em altitude e também pela rápida passagem de sistemas frontais pelo litoral sul do Brasil que favoreceu a organização da instabilidade sobre o continente.

Essa condição atmosférica combinado com um ambiente bastante aquecido foram primordiais para a formação de vários aglomerados convectivos ao longo do mês que refletiu na ocorrência de chuvas preferencialmente na forma de pancadas rápidas e irregulares durante o período de maior aquecimento do dia, típicos dessa época do ano, porém mais frequente que o normal, sendo registrado alguns temporais isolados entre o final da tarde e noite. Segundo a rede de observação agrometeorológica da Fundação ABC, os maiores acumulados ocorreram em áreas da metade norte com destaque para o município de Buri no estado de São Paulo com volume total registrado de 490,6mm durante 22 dias no mês, em que a média para janeiro é de 222mm, ou seja, sendo registrado mais que 120% de chuva acima do normal.

O volume excessivo de chuva e o aumento do número de dias com registro de precipitação, resultou em maiores porcentagens de umidade relativa do ar e menor disponibilidade de radiação solar, em especial durante o segundo e terceiro decêndio do mês.

A seguir é apresentada um resumo dos locais onde foram registrados os maiores totais mensais, bem como o seu valor histórico em cada localidade e o desvio em relação à média histórica, além da distribuição espacial sobre a região de monitoramento da Fundação ABC.